Intraempreendedorismo

Leituras para aula do dia 01/03/08
Empreendedorismo Corporativo – http://www.gestaoenegocios.net

O que é Intraempreendedorismo? – (Leitura obrigatória)
Por Marcos Hashimoto – marcoshashimoto@groups.msn.com

A revista Exame lançou na sua edição de nº 820, de Julho de 2004, em parceria com o Instituto Brasileiro de Intraempreendedorismo (IBIE), o ranking nacional de empreendedorismo corporativo, uma iniciativa que consolida a sintonia da revista com o momento que as organizações estão vivendo: uma necessidade crescente de promover uma cultura interna de inovação como fonte de competitividade, evidenciando que as cabeças pensantes dos departamentos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) não estão dando conta da demanda por novidades e melhorias nos produtos e serviços oferecidos ao mercado.
Estamos vendo o nascimento de um novo modelo de organização, a organização empreendedora, a organização que promove o empreendedorismo corporativo ou o intrapreneurship, termo cunhado por Gifford Pinchot em 1978 para caracterizar as organizações que estimulam e incentivam as iniciativas empreendedoras de seus funcionários.
Ainda que seja um conceito recente, a sua ampla proliferação já massificou e em alguns casos já chegou até a vulgarizar o termo. Empresas se dizem empreendedoras ao simplesmente colocar em prática algum programa interno de idéias de funcionários, a famosa ‘caixa de sugestões’, só que o intraempreendedorismo é muito mais do que isto. Requer uma radical mudança cultural interna que permita o surgimento de novos modelos de negócio e agilidade para a implantação dos projetos.
Obviamente, qualquer um que trabalhe em uma empresa de grande porte sabe que os principais entraves para se instaurar uma cultura empreendedora passam pela rigidez dos processos de aprovação e decisão, gerentes mesquinhos e egoístas, burocracia, falta de espírito de equipe, delimitações impostas pelas descrições de cargo, obediência irrestrita às normas e padrões internos, pouca ou nenhuma tolerância a erros e fracassos, falta de orçamentos para empreendimentos de risco, entre outros.
As organizações que iniciaram a jornada nesta direção começaram por romper os paradigmas que tradicionalmente delimitam suas fronteiras. Antes, o ciclo externo era bastante claro: fornecedor – empresa – cliente. Hoje poderíamos dizer que o que temos é algo parecido com: parceiro – empresa – parceiro. Cada vez mais as empresas estão delegando parte de suas operações para fornecedores e clientes, dividindo responsabilidades com eles, incorporando os valores dos clientes de seus clientes e a realidade dos fornecedores de seus fornecedores. A tecnologia tem permitido os clientes e fornecedores entrarem e participarem cada vez mais dos
seus processos internos visando ganhos mútuos e tornando os limites mais e mais difusos e indistintos.
Na geração de uma cultura corporativa empreendedora, este mesmo movimento está acontecendo agora dentro da organização. Almeja-se assim que funcionários e departamentos se tornem parceiros da empresa, gozando de autonomia e independência para iniciar e conduzir projetos de alto valor agregado, capacitando seus colaboradores a se tornarem verdadeiras empresas, com noções de marketing, finanças, operações, dando-lhes condições para estruturar uma idéia e negociá-la, noções de gestão de projetos e liderança, habilidades para tecer relações e obter apoio, tanto político como financeiro.
Este processo já acontece de forma espontânea em pequenas empresas, por isso um dos critérios de seleção da IBIE é aceitar as inscrições de empresas com mais de 100 funcionários apenas. Nas pequenas empresas os poucos funcionários já agem de forma polivante, já tem contato direto com a diretoria e são menos supervisionados e regidos por burocracia do que nas empresas de grande porte. Os desafios das grandes empresas são muito maiores neste sentido. Como os gerentes saberão a quem deverão ouvir e quem deverão ignorar? Como minimizar os riscos apresentados por uma idéia aparentemente muito boa? Como recompensar os intraempreendedores? Como identificá-los? Como romper as delimitações do cargo ou dos departamentos? Como pesar com bom senso a relação entre sonho e viabilidade?
Uma vez, um amigo que trabalha numa empresa de software me contou sua aventura na criação de um novo produto da empresa, um sistema de Help Desk. Depois de tentar apresentar a idéia à sua diretoria por 3 vezes ele resolveu agir por conta própria. Durante 10 meses ele trabalhou sozinho, na clandestinidade, durante muitas noites e finais de semana, desenvolvendo o software, até que um dia, o seu gerente quis saber o que tanto ele fazia à noite para não cobrar horas extras. Com 80% do sistema concluído, ele teve a coragem de mostrar algumas telas e falar sobre a funcionalidade do produto. Ao longo da explanação, ele percebia nitidamente os traços sisudos do seu chefe se converterem em sinais de interesse e perplexidade. No dia seguinte foi feita uma apresentação à mesma diretoria que havia recusado suas idéias antes. Desta vez, atenta, ela reconheceu que enfim compreendeu a concepção do produto e assumiu então as rédeas do projeto, transformando-o num produto comerciável ao cabo de três meses, tendo-o sempre como mentor e gestor, sem, no entanto, ganhar um centavo a mais por isso.
Este é um típico perfil de talento que não se mantém por muito tempo neste tipo de organização. Com um pouco mais de coragem e capital, ele parte para a carreira independente, engrossando a fila dos empreendedores por oportunidade. Se fosse só isso, tudo bem, mas o cenário é pior. O intraempreendedor possui algumas características que não só são ignoradas pelas empresas, como são indesejadas. O intraempreendedor questiona as regras, enfrenta a
autoridade formal, é avesso às ordens e incomoda os demais. Muitos deles não saem por livre e espontânea vontade, são sumariamente demitidos por falta de aderência aos ‘valores corporativos’ e acabam engrossando outra fila, a do empreendedorismo por necessidade, justamente aquele em que o Brasil se destaca, segundo levantamento do GEM (Global Entrepreneurship Monitor) de 2001.
Os critérios de seleção usados pela IBIE foram trazidos da consultoria de Pinchot, o que nos leva a crer que os resultados farão justiça àquelas empresas que estão conseguindo resultados palpáveis em seus programas de mudanças culturais. Vamos ver os resultados dentro de alguns meses.

Empreendedorismo Corporativo: Utopia ou Realidade? (Leitura obrigatória)
Por Lília Barbosa Cozer – liliabarbosa@cozer.com.br

O empreendedorismo é caracterizado pela capacidade de criação, foco e resultados. A criação advém do sonho ou da imagem mental materializada na crença. O foco origina-se na visão sistêmica que se destrincha na exata intenção de todos os atos do empreendedor. Os resultados surgem a partir da ação criativa focada e sabiamente persistente. A aparente obviedade das assertivas acima nos leva a questionar por que as empresas não têm em seu cerne o empreendedorismo e a afirmar que grande parte delas jamais alcançará o patamar desejado de empreendedorismo corporativo. Outras foram empreendedoras quando estavam em seu estágio de crescimento, na maturidade; existem apenas lampejos de empreendedorismo, quando há.
O historiador francês Fustel de Coulanges disse: “Devemos avaliar atentamente a excessiva dificuldade que havia entre as populações primitivas para fundar sociedades regulares. O vínculo social não é fácil de ser estabelecido entre seres humanos tão diversos, tão livres, tão inconstantes. Para lhes dar regras comuns, para instituir decretos e fazer aceitar a obediência, para obrigar a paixão a ceder à razão, e a razão individual à razão pública, é certamente indispensável que exista algo mais forte que a força material, mais respeitável que o interesse, mais seguro que a teoria filosófica, mais imutável que uma convenção; algo, enfim, que exista igualmente no fundo de todos os corações e nestes se imponha com autoridade. E isso é a crença. Nada mais poderoso existe sobre a alma. A crença é obra de nosso espírito, mas não encontramos neste a liberdade para modificá-la a seu gosto. A crença é de nossa criação, fato que o ignoramos. É humana, e julgamo-la sobrenatural. É efeito do nosso poder, e é mais forte do que nós. Está em nós, não nos deixa, e nos fala a cada instante. Se nos manda obedecer, obedecemos; se nos indica deveres, submetemo-nos. O homem pode dominar a natureza, mas está sempre sujeito ao seu próprio pensamento.”
Para o empreendedorismo corporativo ser uma realidade, é preciso que os funcionários acreditem que são capazes de criar, acreditem que a organização em que trabalham o valorizará pela sua visão e suas ações. Eles precisam acreditar que são muito mais que funcionários, precisam crer que são empreendedores para si e na visão dos gestores. Grandes empresas perdem grandes profissionais por não terem a sensibilidade de saber com lidar com os empreendedores corporativos: pessoas que têm visão, garra, transformam uma idéia em um produto ou serviço em um piscar de olhos, materializam o que sonham e geralmente sonham em mudar o status quo de onde quer que estejam. São pessoas que se envolvem tanto com o que fazem e com a organização que se esquecem de que são funcionários. São pessoas que amam a liberdade de pensar e agir e se, por acaso, tentam colocá-lo numa redoma, elas a quebram, porque não suportam o comando asfixiante dos falsos líderes, que aparentemente os enaltecem, mas na realidade desejam castrá-los para que não os alcancem.
Jamais se submetem ao conformismo ou à aparente segurança porque amam os desafios. Na realidade, acreditam que os desafios são degraus de uma escada que os levará ao sucesso. São os desafios sobrepujados que os tornam vivos e felizes. Eles são vencedores porque entram na batalha da vida por amor a uma causa acreditando veementemente na vitória. Eles têm uma crença tão forte em si que nada, nem ninguém, consegue frear a sua busca de realização e criação, seja na empresa ou fora dela.
Descortinamos outro lado igualmente importante ao contexto: a crença dos líderes em seus profissionais. Os gestores também precisam acreditar no poder de transmutação de seus profissionais e, mais do que acreditar, findar com o medo de que os empreendedores corporativos ganhem o seu lugar. E, para esse medo ruir, é preciso que o gestor transforme-se em um empreendedor. Todas as pessoas podem ser empreendedores. A diferença é que alguns têm em seu cerne a mudança. É algo tão natural e espontâneo que impressiona aqueles que o observam. Outros precisam aprender a ser a mudança e para isso há necessidade de mais esforço, concentração, crença e leveza nos pensamentos. Os caminhos serão diversos, mas o resultado será o mesmo, indubitavelmente. A maior dificuldade está nas próprias pessoas despertarem para a necessidade de mudança de atitude pessoal perante os problemas e oportunidades. O que permeia os seus pensamentos retratará o resultado de suas ações e o seu grau de empreendedorismo.
Não é fácil conduzir uma mudança pessoal em todos os colaboradores de uma organização porque a mudança pessoal nasce da vontade individual. Por mais que a organização deseje, crie mecanismos e meios de desenvolvê-la, se o funcionário não quiser verdadeiramente, nada acontecerá. Jack Welch disse “estratégias não valem nada se não tivermos boas pessoas”. Por isso, se você deseja que sua empresa seja impregnada pelo empreendedorismo comece pelas pessoas, observe-as, avalie-as, dê-lhes liberdade de criação e ação, dê-lhes a oportunidade de sonharem, de apaixonarem-se pelo que fazem. Façam que elas se sintam importantes e realmente comprovem sua importância através do reconhecimento, da prática diária. Para que isso ocorra, é importante considerarmos outro contraponto: a cultura empresarial, que é retratada pelas ações conjuntas de líderes e liderados, pelas políticas proclamadas e efetivas, pelo modelo de gestão desejado e posto em prática, pelos valores existentes. A cultura empresarial é determinante para o nascimento ou morte do empreendedorismo.
O empreendedorismo corporativo é uma realidade para empresas e profissionais arrojados, corajosos, que desafiam a aparente estabilidade e as probabilidades do que é certo ou errado, que persistem em suas crenças e acreditam em sua intuição, tendo a ética como norteadora dos seus caminhos. Em contrapartida, será sempre uma utopia para as empresas e os profissionais que não crêem em suas próprias visões, que não dão asas aos seus sonhos.

Intra-Empreendedor se Destaca no Mercado (Leitura obrigatória)
Por Renata Aquino – Universia – http://www.universia.com.br

Não basta mais ter somente diploma de graduação e especializações para se destacar no mercado de trabalho. As corporações querem cada vez mais profissionais que tragam soluções inusitadas para seus problemas, sejam pró-ativos e inovadores, ou seja, que tenham um perfil intra-empreendedor. Basicamente, eles querem que os funcionários apliquem as características empreendedoras em prol da própria empresa. “O intra-empreendedor é um tipo de profissional interessante para qualquer tipo de empresa”, diz Juliano Seabra, coordenador do núcleo de empreendedorismo do Senac São Paulo. “São funcionários que têm comportamento semelhante aos donos das empresas, e sua ousadia é fundamental para a inovação”, completa Seabra.
O intra-empreendedorismo surgiu quando grandes corporações começaram a identificar a necessidade de incentivar o empreendedorismo dentro dos departamentos da organização. “Os intra-empreendedores têm abordagens fora do convencional para os problemas, buscam soluções a qualquer custo”, conta o coordenador do Senac-SP. “O perfil intra-empreendedor é extremamente importante, sobretudo no nível de competitividade que grandes as empresas estão vivendo”, conta Marco Hashimoto, especialista em intra-empreendedorismo da FGV-PR.
O intra-empreendedor não difere muito do empreendedor de um negócio próprio. “O principal contraste está nos riscos que o intra-empreendedor corre, que acontecem dentro de uma grande corporação”, explica Seabra. Em contrapartida, o intra-empreendedor não toma riscos sozinho. “Em uma empresa, não é possível colocar em prática uma idéia sozinho, é necessário agregar pessoas ao projeto e um intra-empreendedor tem esse comportamento agregador”, explica Seabra.
Aprovar um projeto não significa, também, entrar em uma aventura sem garantias. “O intra-empreendedor tem uma grande tarefa nas mãos que é conseguir o mais próximo à unanimidade da diretoria da corporação para iniciar um projeto”, conta Seabra. “Um empreendedor consulta cem diretores de incubadoras, se apenas um decidir dar uma chance, ele já pode seguir com o projeto”, lembra o coordenador do Senac-SP. “O intra-empreendedor tem uma dificuldade maior, que é conseguir a aprovação incondicional dos cem diretores da sua empresa”.
Plano de ação para o intra-empreendedorismo
- Conheça o clima organizacional que a empresa está vivendo. Identifique os colaboradores, a hierarquia e entenda sua posição no organograma.
- Procure mecanismos de troca de informações e gestão do conhecimento como os bancos de idéias ou políticas de reconhecimento.
- Conte com o superior hierárquico que esteja mais aberto a ouvir propostas e apoiar projetos.
A importância de ter um “padrinho”
Para ultrapassar todos os obstáculos tradicionais das corporações para novos projetos, incluindo burocracia e análise de custos, o intra-empreendedor conta com um aliado. O “padrinho” é um alto gerente de uma corporação que identifica e valoriza o intra-empreendedor ajudando-o a ter idéias concretizadas. Com bom trânsito no topo da hierarquia, o “padrinho” é um auxílio estratégico que o intra-empreendedor deve buscar apenas em momentos essenciais.
“Negociar e vender bem a idéia é muito importante para o intra-empreendedor e a interferência de um padrinho no contato com os maiores diretores é essencial”, conta o coordenador de empreendedorismo do Senac-SP. “É interessante notar que as empresas que têm líderes empreendedores possuem mais facilidade em ter funcionários intra-empreendedores, conta Marco Hashimoto, especialista em intra-empreendedorismo da FGV-PR.
A existência de um padrinho também é justificada pela função do intra-empreendedorismo dentro das empresas. “É uma via de mão dupla, as empresas têm buscado cada vez mais mecanismos que favoreçam inovações criadas pelos funcionários”, conta Seabra. Por outro lado, “é criada uma política de recompensa à inovação e trocas de idéias entre funcionários”.
“É muito comum funcionários de áreas distintas terem idéias para outros campos de atuação”, conta Seabra. “Em uma empresa sem troca de informações, essas idéias acabam se perdendo, mas, se o apoio às novas idéias é institucionalizado, elas florescerão e todos obterão proveito”.
A recompensa do intra-empreendedor existe em vários níveis. “Pode-se ter o reconhecimento não-financeiro como uma viagem ou uma bolsa de estudos ou até mesmo uma promoção”, explica o coordenador de empreendedorismo do Senac. “O reconhecimento financeiro pode, inclusive, gerar competição excessiva, o que é uma desvantagem em termos de troca de informações entre os funcionários”, lembra Seabra. “O intra-empreendedor não toma iniciativas em troca de salário, mas procura trazer lucro para a empresa e destacar-se profissionalmente, tem uma visão ampla do seu trabalho”, conta Hashimoto, da FGV-PR.
Quando a empresa é excessivamente tradicional, o intra-empreendedor precisa esforçar-se para propor inovações. “É necessário encontrar caminhos novos para mostrar suas idéias, conversar informalmente com pessoas de outras áreas e depender um pouco mais do padrinho para facilitar os trâmites”, conta Seabra. “A tradição e a estabilidade pode ser um veneno para a organização”, de acordo com o professor da FGV-PR, Marco Hashimoto. “Os intra-empreendedores podem ficar muito frustrados e fugirão da empresa para apresentar novos projetos em outro lugar”, completa o professor.
O desafio maior do intra-empreendedor é mudar os processos tradicionais das empresas, ainda mais arraigados em grandes corporações. “A dificuldade em lidar com grandes organizações é que o empreendedor vem para desorganizar, usando sua postura visionária para trazer lucros”, afirma Seabra.
A maior riqueza do intra-empreendedor está na capacidade de inovar. “Não necessariamente há captação de capital mas ampliação dos lucros”, diz o coordenador do Senac. Em empresas que crescem aceleradamente, o intra-empreendedor tem muitas oportunidades e não encontra problemas para propor novos projetos. No entanto, de acordo com o coordenador do Senac-SP, “se a empresa cresce muito e perde sua identidade, o intra-empreendedor pode perder o estímulo pois não saberá a que tipo de empresa está servindo”.
Para suprir as empresas com intra-empreendedores, universidades como a FGV-PR e o Senac-SP oferecem formação em empreendedorismo. São desenvolvidas habilidades como a capacidade de trabalhar em equipe, apresentar idéias e administrar o tempo para novos projetos. O Instituto Brasileiro de Intra-Empreendedorismo (IBIE) é outra importante fonte para os profissionais interessados no assunto. O especialista Marco Hashimoto, da FGV-PR, prepara o livro “A organização intra-empreendedora”, a ser lançado pelo IBIE e Editora Saraiva.
Cultura estatal dificulta intra-empreendedorismo
Dentro de organizações governamentais, o empreendedorismo cresce de forma mais tímida. “Há o estímulo do governo, mas o setor público ainda sofre com o excesso de regras, que engessam a inovação e desestimulam o surgimento de intra-empreendedores”, relata Seabra. Uma gestão mais inovadora da organização governamental, como a que permite participação em resultados, incentiva mais o intra-empreendedorismo.
“O problema da cultura estatal é que dificulta o desenvolvimento de novas idéias, há excesso de burocracia e a noção de valor do funcionário internamente é diferente, há uma orientação maior para manutenção do status quo e não da obtenção do lucro”, conta Hashimoto. “A melhoria de qualidade geral é a principal vantagem quando uma empresa governamental está aberta ao intra-empreendedorismo”, completa o professor.

Empreendedorismo Corporativo: Por que isso interessa às empresas? (Leitura opcional)
Por Alvaro Armond – Consultor, Professor e Coordenador do Centro de Empreendedorismo do Ibmec/ SP

Na minha experiência como educador na área do Empreendedorismo, uma situação tem sido claramente recorrente. A cada início de semestre nas Faculdades Ibmec em São Paulo, pergunto aos meus alunos: Por que vocês escolheram o curso de Empreendedorismo? A compilação das respostas trás, invariavelmente, o mesmo resultado:
a) uns poucos estão interessados em iniciar um negócio próprio o mais rapidamente possível;
b) um número maior deles pretende empreender em algum outro momento da vida, preferivelmente depois de alguma experiência trabalhando para uma grande empresa;
c) e, a esmagadora maioria deles, nunca pensou em ter um negócio próprio mas escolheu a disciplina porque sabe que “espírito empreendedor” é hoje um requisito definitivo para quem pretende ter uma carreira de sucesso no mundo corporativo.
Esse mix de interesses e objetivos é que acaba determinando o perfil instrucional do curso: a busca permanente de um delicado equilíbrio entre a temática e a abordagem voltadas para o Empreendedorismo de Mercado e as questões e metodologias orientadas para o Empreendedorismo Corporativo.
O Empreendedorismo Corporativo, ou seja, aquele praticado dentro das organizações, e que foi “batizado” pelo professor americano Guifford Pinchot III de Intrapreneurship, ou Intraempreendedorismo em português, não é na verdade um fenômeno recente. Pelo contrário, nos últimos 100 anos diversas empresas tiveram no comportamento empreendedor e na conseqüente geração de inovações a base para o sucesso. A Minnesota Mining & Manufacturing, a conhecida 3M, é um exemplo incontestável disso.
Mas porque então o tema passou a despertar tanto interesse no mundo empresarial mais recentemente; a ponto de orientar a escolha de meus alunos pelo curso de Empreendedorismo? Obviamente, a resposta não é simples e o fenômeno não pode ser explicado a partir de uma única fonte ou interpretação, mas parece não haver dúvidas de que essa “corrida ao espírito empreendedor” é fortemente influenciada pelo dramático aumento da competição em todos os ramos de atividade empresarial.
Por conta desse acirramento da concorrência, algumas organizações perceberam que é necessário mudar. Até hoje, elas normalmente perseguiam o sucesso através do estabelecimento de vantagens competitivas baseadas em custos baixos, qualidade do produto ou excelência em atendimento, por exemplo. Com certeza, esses são fatores estratégicos da maior importância, que são e continuarão sendo fundamentais para um posicionamento mercadológico vitorioso. O que acontece atualmente é que, embora importantes, essas vantagens competitivas não são mais suficientes. A partir de agora, a velocidade das mudanças tecnológicas, a imprevisibilidade do cenário econômico, o aumento do nível de exigência dos mercados, enfim, todo esse quadro resultante do que se convencionou chamar globalização, estão produzindo um ambiente onde a vantagem competitiva que realmente vai fazer diferença é uma só: a capacidade de gerar novas vantagens competitivas de forma sistemática e contínua.
É aí que entra o comportamento empreendedor. Profissionais com iniciativa, visionários, sem medo de tentar e que aprendem com os erros, determinados, criativos, ousados e capazes de mobilizar recursos e implementar novos negócios dentro do ambiente corporativo, são a única forma de se estabelecer essa vantagem competitiva definitiva.
Mas não se deve subestimar a magnitude do desafio de se criar uma ambiente onde o Empreendedorismo Corporativo possa florescer. Os obstáculos são muitos e complexos e vão desde o comprometimento da alta direção até os sistemas e políticas de avaliação e reconhecimento dos profissionais, passando pelas questões relacionadas ao financiamento dos novos projetos.
O desafio é enorme. Exige foco, determinação e liderança. Mas para conquistar e manter um posicionamento consistente e de destaque na arena competitiva, uma empresa não pode deixar de estimular a inovação e usar efetivamente o comportamento empreendedor de seus colaboradores. O Empreendedorismo Corporativo é hoje o caminho certo para as organizações que vão chegar ao futuro.

Funcionário Empreendedor (Leitura opcional)
Por Camila Barcellos

Engana-se quem pensa que atitudes empreendedoras são exclusividade de quem tem dinheiro no bolso e um bom negócio para começar. Independente da posição ocupada ou da área de atuação, ser um profissional criativo, inovador e capaz de colocar as idéias em prática e desenvolvê-las é um bom começo para quem quer ter seu trabalho valorizado. Afinal, ser um funcionário acomodado, daqueles que criticam a falta de ação de seus superiores e esperam forças ocultas trazerem bons resultados, não colabora, em nada, com o crescimento dos negócios. E como abrir a própria empresa custa caro e exige uma administração cuidadosa e dedicada, ajudar a sua e crescer junto pode ser uma alternativa para realizar seus próprios projetos.
Segundo o coordenador de Recursos Humanos da TV Globo, Roberval Andrade Passos, a principal característica para quem pretende tornar-se um empreendedor é “estar sempre atento ao mercado, buscando novas tendências e formas eficazes de experimentá-las e executá-las”. “O funcionário empreendedor deve estar sempre à frente de seu tempo, ter uma visão holística da área em que atua, se antecipando na tomada de decisões que tenham possibilidades de êxito”, sentencia Roberval.
O verdadeiro empreendedor é um visionário, alguém que se arrisca em grandes projetos, é pró-ativo e vai além de suas obrigações e expectativas. “Há dez anos, buscava-se profissionais que fossem capazes de ocupar cargos e assumir determinadas tarefas. Hoje buscamos, primordialmente, competência, flexibilidade e ousadia. As empresas não querem mais profissionais descartáveis, querem gente que tenha capacidade para acompanhar o seu crescimento”, analisa o coordenador de RH.
O gerente comercial da indústria ferroviária T’Trans, Juarez Barcellos Filho, acredita que um funcionário empreendedor seja indispensável a qualquer empresa, mas salienta: “Há pessoas que têm muitas idéias, mas que não, necessariamente, sabem estruturá-las, realizá-las ou, mesmo, mantê-las e gerenciá-las. É preciso estar atento à distância entre a idéia e a ação. Existem pessoas com um enorme potencial criativo, contudo sem nenhum poder de operacionalização. Ou seja, sem capacidade de empreendedorismo”, garante.
Para o empresário Marcus Ramalho de Oliveira, de 41 anos, dono de cinco restaurantes na cidade de São Paulo, três características são fundamentais para quem deseja empreender, seja em seu próprio negócio ou mesmo dentro de uma empresa: coragem, profissionalismo e muita dedicação. “Além do famoso ‘feeling’, capaz de nos fazer perceber as situações e momentos mais propícios a apostas”, completa.
Mas é preciso mais do que determinação. “A informação, hoje, é muito rápida. Um funcionário empreendedor deve saber desenvolver sua consciência e construir um pensamento capaz de compreender o mundo e as pessoas ao redor. Só assim é possível identificar oportunidades, produzir idéias e empreender negócios promissores”, afirma Marcos Borges, dono da Multinational, uma das maiores empresas da área de promoção do Rio de Janeiro.
Até as universidades brasileiras já começaram a se preocupar em capacitar os futuros profissionais a desenvolverem seus sonhos. Cada vez mais, torna-se comum a inclusão do ensino de empreendedorismo nos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, motivada por alunos dos mais diferentes cursos. “Podemos dizer que há uma verdadeira revolução silenciosa acontecendo nos bastidores do ensino universitário e do mundo empresarial no Brasil. A mudança salta aos olhos. Hoje, o quadro nas universidades é bem diferente. Antes, era necessário sensibilizar, explicar o que era e porque o empreendedorismo deveria estar no currículo. Isso mudou”, aponta o consultor Fernando Dolabela.
Para o diretor da empresa Cempre (Conhecimento e Educação Empresarial) e autor do livro “Não Durma no Ponto – O Que Você Precisa fazer para Chegar Lá”, Roberto Tranjan, a frase de um dos mais importantes palestrantes e consultores para organizações globais e chefes de estado, John Naisbitt, “pense globalmente, haja localmente”, traduz perfeitamente a necessidade de perceber as tendências e oportunidades. “O mercado possui suas próprias leis através da dinâmica da oferta e da demanda. Compreender o sistema econômico é uma maneira de fazer com que o empreendimento interaja positivamente com as forças econômicas”, orienta. Mas, Tranjan atenta para um erro comum: “Um dos maiores erros dos novos empreendedores é sair por aí oferecendo um serviço ou um produto a quem se interesse por comprá-lo. Poucos conseguem conceber um negócio interessante na forma de produtos e serviços e sabem focar o seu público-alvo”, afirma. Ou seja, o conhecimento de negócio é fundamental para tornar-se um bom funcionário empreendedor.
Pode-se perceber que em tempos de concorrência acirrada e economia instável, a “condição” de funcionário empreendedor torna-se sine qua non para quem pretende destacar-se no mercado de trabalho. Nunca o mundo esteve tão aberto a novas idéias. Confie em seu potencial, crie uma grande rede de relacionamentos, aprenda a assumir riscos e a lidar com imprevistos, saiba administrar equipes, desenvolva seu marketing pessoal, exercite seu poder de decisão e liderança e … tenha fôlego!

A Gestão dos Empreendedores (Leitura opcional)
Por Sérgio Dal Sasso – Consultor – falecom@sergiodalsasso.com.br

Existe uma grande diferença entre ter vocação empreendedora e ser empreendedor. Provavelmente um grande empreendedor nunca terá tempo de parar e se classificar como tal, pois a dinâmica e organização do seu mundo estão voltadas para realizações, sempre com foco no avanço do conhecimento do território a ser explorado.
Vocação às vezes se confunde com vontade de ser ou mesmo um novo preenchimento por falta de opção de retorno ao que já fomos. Quando se perde um emprego ou mesmo não se está satisfeito com o que faz, logo vem o sonho de se produzir novos meios para tentar mudar o rumo daquilo que não esta bem. Desta forma podemos verificar que o fator segurança é relevante ou até impulsiona o lado empreendedor, ou seja, quanto mais inseguro for o nosso estado, maior a possibilidade e motivação pela busca de novos desafios. Não é a toa que por aqui dispomos de um enorme contingente com vocação empreendedora, pois ninguém deve se acomodar com o incomodo, somos naturalmente persistentes quando o assunto está relacionado com possibilidades de melhorias e independências.
Em comum, entre ter vocação e conseguir conquistar o espaço pretendido, encontramos a capacidade de sonhar e a vontade de se realizar. A variável necessária para o êxito entre uma fase e outra está no planejamento para a qualificação e preparo do individuo frente à aquisição de um conjunto de valores que propiciem uma condição competitiva, mais segura e, portanto com uma taxa de risco medido frente aos desafios do tempo e do retorno ao que se pretende atingir.
Somos criados baseados na vivencia e ensinamentos de terceiros, e me lembro de uma velha frase paterna, ou você nasce com tino para os negócios ou terá que ser uma peça de sustentação para o tino dos outros. Talvez a uns trinta anos atrás o velho ensinamento tivesse algum valor, pois em uma época não tão competitiva, ainda tínhamos uma certa reserva de opções de trabalho e negócios, mas hoje estando dentro de uma organização, você tem duas opções, ser dono ou se sentir como dono, e nos dois casos o fator empreendedor é um diferencial para o continuísmo da função ou do negócio.
Dar objetividade aos seus sonhos depende da forma como suas atitudes serão conduzidas frente ao trabalho de percepção e tabulação das oportunidades detectadas.
No mundo empreendedor, conteúdo só tem valor com experiência, e, portanto devem caminhar próximo as necessidades de aplicação, para que o espaço entre a capacitação e ação seja curto o suficiente de forma a evitar distorções entre o desenvolvimento e sua praticidade tática.
A propósito, planejamento não são os agendamentos de reuniões ou encontros, principalmente quando recheados e solicitados por terceiros, pois neste caso você é parte dos planos deles. Tudo bem que seja, pois um dos termômetros do estágio do seu trabalho é o fato de ser referenciado. Planejamento é quando conseguimos traduzir as idéias, colocando-as para que no dia seguinte, tenhamos um projeto com grandes possibilidades de ser aplicado com ações através de meios coerentes para viabilizá-los.

Sua Idéia Vale Ouro no Novo Modelo de Administração (Leitura opcional)
Por Valor Econômico – http://www.valoronline.com.br

Incentivar o empreendedorismo entre os funcionários é uma das fortes tendências no mundo corporativo, atualmente. O modelo vem conquistando cada vez mais adeptos e é apontado por diversos livros de administração como fator essencial para o sucesso das companhias no século 21. E um de seus fervorosos defensores é o consultor americano Gifford Pinchot. Em 1978, ele lançou o conceito intra-empreendedorismo (intrapreneuring), o qual faz alusão à capacidade dos empregados em agir como se fossem os próprios donos do negócio. Tão rápida foi sua disseminação que, hoje, o termo já consta em alguns dicionários como o American Heritage Dictionary e The Oxford Dictionary of the English Language.
Na visão do consultor, as empresas precisam mudar os modelos de gestão e deixar de concentrar decisões apenas entre os executivos do alto escalão. O executivo defende a valorização das idéias, inclusive, na base da pirâmide dos funcionários de uma empresa. “Não podemos esquecer que as companhias possuem um valor inestimável, que é a capacidade intelectual de cada um de seus funcionários”, explica Pinchot. “São várias cabeças pensantes, com contribuições extremamente importantes”.
O consultor aponta ainda para outro ponto crucial, o poder da inovação. É a aposta nas pessoas e no potencial que elas têm em transformar idéias em projetos rentáveis. E mais. Fazer com que os funcionários possam criar novos produtos, serviços ou processos em tempo hábil e com menor custo possível.
Essa teoria é bastante difundida por Pinchot em companhias renomadas como 3M, DuPont, Kodak, IBM, Apple e AT&T. Entre os seus clientes estão mais da metade das 100 maiores companhias dos Estados Unidos. É autor do livro “Intra-empreendedorismo na Prática” e co-autor de “A Inteligência Organizacional”, além de ser CEO da Pinchot & Company.
Como o senhor avalia o nível de empreendedorismo nas empresas, de uma forma em geral?
Gifford Pinchot: O espírito empreendedor varia bastante entre os profissionais que comandam as companhias no mundo. No entanto, mais importante do que o grau empreendedor que eles tenham é o quanto contribuem para despertar o intra-empreendedorismo junto aos funcionários, principalmente entre os gerentes. Pelo que tenho observado, 5% dos executivos são responsáveis por mais da metade das iniciativas de incentivo ao intra-empreendedorismo.
E no Brasil?
Pinchot: Descobri que o Brasil tem uma forte cultura empreendedora. Entretanto existe também uma supervalorização nas companhias de diretores e executivos de alto cargo. Sempre brinco com a seguinte comparação: nas organizações encontramos cérebros amplamente distribuídos, que podem ser aproveitados, um por pessoa. Precisamos dar oportunidade para que suas idéias sejam valorizadas. Não devemos concentrar a decisão apenas a poucos diretores e gerentes das organizações. Existe grande oportunidade para se fazer uso do espírito empreendedor, entre empregados comuns e de nível gerencial.
Houve uma evolução no cenário corporativo e na forma de gestão nestes últimos dez anos?
Pinchot: Sem dúvida, a maneira de administrar mudou bastante. Vivemos, atualmente, um momento em que cada vez mais se valoriza o trabalho feito com o cérebro ao invés daquele realizado com as mãos. E aqui, lembro que a burocracia já não mais se encaixa na era da informação, assim como o feudalismo deixou de ter força no início da fase industrial. Um número maior de executivos vem aprendendo a gerenciar de forma estratégica. Devemos liderar pessoas que trabalhem com a imaginação por meio de fatores como persuasão, inspiração e liberdade sem limites. É um erro adotar modelos que envolvam ordens rígidas e mecanismos de intimidação.
Hoje, as empresas têm se preocupado em incentivar o lado empreendedor de seus executivos ou o que senhor chama de intra-empreendedorismo?
Pinchot: Incentivos para ações empreendedoras dentro de uma companhia ocorrem em todos os setores. Mas sua evolução depende muito da cultura interna de cada empresa. É o grau de como isso ocorre em cada uma delas que vai definir onde suportam o intra-empreendedorismo e o porquê de em algumas áreas e em outras não. Entretanto, a tendência é que todas caminhem na direção do intra-empreendedorismo. O mundo está mudando rapidamente, exigindo atitudes ligadas à inovação e que requer atos empreendedores.
Quais as principais barreiras que o senhor enxerga para a disseminação do empreendedorismo nas companhias?
Pinchot: Os maiores entraves são o medo e a excessiva preocupação dos profissionais em mostrar autoridade. Esses fatores bloqueiam as ações empreendedoras. Sufocar o lado inovador de seus líderes ou substituí-lo por um executivo com perfil mais tradicional é também outra barreira. Precisamos de profissionais corajosos e ousados, que deleguem poder ao seu time e subordinados imediatos.
Para despertar o caráter inovador no país, a sua consultoria trabalha em conjunto com o Ibie (Instituto Brasileiro de Intra-Empreendedorismo) . Que tipo de atividade é desenvolvida?
Pinchot: Nós da Pinchot & Company temos atuado em parceria com o Ibie com a meta de ajudar as companhias nacionais e as instaladas aqui no processo de se tornarem mais inovadoras e empreendedoras. A sistemática é baseada na tropicalização de nossa experiência internacional .Elas podem facilmente se beneficiar daquilo que temos visto e aprendido durante os últimos 20 anos. O que certamente contribuirá para um rápido e barato avanço na direção dos novos padrões. Acreditamos que cultivando o espírito intra-empreendedor, os executivos brasileiros podem figurar na lista dos principais líderes em inovação do mundo inteiro. E ao contrário do que se imagina, muito em breve.

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